sábado, 5 de setembro de 2009

Voltando....

Andei curiosa com a imediata referência que os amigos fazem a Bacon, quando olham meu trabalho, e resolvi "estudar" um pouquinho...

Há um tempo já estou lendo Francis Bacon, a lógica da sensação, de Gilles Deleuze e estou descobrindo aproximações e diferenças, de todos os tipos. Aqui vão duas coisas que me fazem pensar...

pg 65 "(...) E as deformações de Bacon são raramente coagidas ou forçadas, não são torturas, apesar do que se diz: ao contrário, são as posturas mais naturais de um corpo que se reagupa em função da força simples que exerce sobre ele, vontade de dormir, de vomitar, de se virar, de ficar sentado o maior tempo possível."

pg 68 "(...) Deve-se render a Bacon, tanto quanto a Beckett ou a Kafka, a seguinte homenagem: eles ergueram Figuras indomáveis, indomáveis por sua insistência, por sua presença, no momento mesmo em que 'representavam' o horrível, a mutilação, a prótese, a queda ou a falha. Eles deram à vida um novo poder de rir extremamente direto."

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